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Os glifos planetários: a linguagem visual da Astrologia

  • Foto do escritor: Fernanda Bienhachewski
    Fernanda Bienhachewski
  • 8 de jan.
  • 3 min de leitura

Na Astrologia, os símbolos que representam os planetas, conhecidos como glifos, não são meras convenções gráficas ou desenhos aleatórios. Eles constituem um sistema complexo de comunicação visual que utiliza três componentes geométricos fundamentais para descrever a natureza da experiência humana: o Círculo (que representa o espírito e a consciência), o Semicírculo (que simboliza a alma e a receptividade emocional) e a Cruz (que retrata a matéria e a realidade mundana). A posição e a combinação desses elementos em cada glifo revelam como cada astro atua em nossa psique e no mundo material.



Os luminares, Sol e Lua, apresentam as formas mais puras dessa simbologia. O Sol é representado por um círculo com um ponto central, simbolizando o espírito puro e a centelha de vida que é o núcleo de nossa vitalidade; ele é o ponto de origem da consciência do ego e do propósito da existência.



Já a Lua é representada exclusivamente pelo crescente, o que indica que sua natureza é puramente ligada à alma e às emoções. Sem a cruz da matéria ou a completude do círculo do espírito em sua forma básica, a Lua reflete nossa capacidade de sentir, nutrir e reagir ao passado, simbolizando a vida interior.



Mercúrio, o planeta de Hermes, o mensageiro, é o único que integra os três elementos básicos: o crescente (alma) acima do círculo (espírito), que por sua vez está acima da cruz (matéria). Isso reflete sua função de mediador — aquele que transita por todos os mundos e conecta o divino ao terreno através da comunicação e do intelecto.



Já Vênus apresenta o círculo do espírito sobreposto à cruz da matéria, sugerindo que o amor, a harmonia e os valores morais se sobrepõem aos desejos puramente carnais; seu símbolo lembra um espelho, fazendo referência à deusa grega Afrodite.



Em oposição, o símbolo de Marte (um círculo com uma seta saindo dele) representa a força do espírito projetada para fora, simbolizando a ação, o desejo de conquista e a energia necessária para a sobrevivência e a autoafirmação.


Além disso, os planetas mais distantes, como Júpiter e Saturno, mostram o eterno equilíbrio entre expansão e restrição através do posicionamento da alma e da matéria. Em Júpiter, o crescente da alma está acima da cruz da matéria, indicando a busca por significado, a filosofia e o crescimento espiritual, uma vez que este é o planeta da expansão e da fé.



Por outro lado, o glifo de Saturno inverte essa lógica: a cruz da matéria está posicionada acima do crescente da alma. Isso simboliza que, sob a influência saturnina, a alma está sujeita às leis do tempo, da responsabilidade e das limitações do mundo concreto, ensinando maturidade através da disciplina e da estrutura.



Por fim, os planetas transpessoais ou modernos possuem glifos que refletem transformações mais profundas e coletivas. O símbolo de Urano é composto pelo círculo do espírito e pela cruz da matéria, ladeados por dois crescentes que apontam para fora, sugerindo uma força eletrizante que rompe fronteiras e busca o novo e o autêntico.




Enquanto isso, Netuno é representado pelo tridente, onde o crescente da alma se sobrepõe à cruz da matéria, indicando o desejo de dissolver a realidade física em busca da espiritualidade universal.




Já Plutão é retratado com um círculo sobre um crescente que repousa sobre a cruz, descrevendo o espírito renascendo através da alma e da matéria, simbolizando o poder da morte, da regeneração e da transformação profunda.



Compreender esses glifos é, portanto, entender a própria estrutura da consciência humana através da Astrologia. Esses símbolos aparentemente simples revelam-se poderosas lições de autoconhecimento e expandem nossa percepção a respeito da sabedoria do cosmos.



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