Casas Angulares, Sucedentes e Cadentes
- Fernanda Bienhachewski

- há 1 dia
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As doze casas do mapa astral são agrupadas em três categorias fundamentais, conhecidas como modos, que se correlacionam diretamente com a energia e a fase de desenvolvimento do destino de um indivíduo.
O primeiro grupo é composto pelas casas angulares, os pontos cardeais do mapa, que se destacam como as mais poderosas e ativas do mapa por estarem localizadas nos quatro eixos principais, os ângulos do mapa natal. Elas representam a iniciação, a ação e o impacto direto na vida, o "fazer" e o propósito de manifestar eventos e energias de forma imediata e tangível, o que confere aos planetas nelas posicionados uma influência muito forte e direta.
Nesse conjunto, a Casa 1, que compreende o ponto leste ou ascendente, marca o início e a identidade, sendo o ponto de partida da trajetória individual que rege a autoafirmação, a personalidade e o modo como iniciamos nossas ações. A Casa 4, situada no ponto norte ou Fundo do Céu, trata da fundação e do encerramento, regendo o núcleo da vida, o lar, a família, a ancestralidade e o fim da existência, servindo como o alicerce emocional do ser. A Casa 7, o ponto oeste ou descendente, foca no relacionamento e na parceria, marcando o ponto de encontro com o outro e regendo a interação direta com parceiros, enquanto a Casa 10, no ponto sul ou Meio do Céu, representa a realização e a carreira, configurando o pico da vida pública e da visibilidade ao reger a ambição, o status e o legado deixado para o mundo.
Dando continuidade ao ciclo, surgem as casas sucedentes, que seguem as angulares e atuam como setores de sustentação, sendo responsáveis por estabilizar, consolidar e manter as iniciativas lançadas anteriormente através de uma energia de solidez e acumulação. Elas promovem estabilidade e preservam os assuntos das casas antecessoras, fazendo com que as questões por elas regidas tendam a perdurar ao longo do tempo sob a amparo do "ter".

A Casa 2 possui foco na acumulação material e sustenta o indivíduo da Casa 1 através da construção de valor e recursos, como dinheiro e posses. A Casa 5 atua na manutenção da criação, estabilizando a base familiar da Casa 4 por meio da expressão criativa e da geração de frutos, como filhos e projetos. A Casa 8 dedica-se à sustentação das parcerias da Casa 7 por meio do compartilhamento de recursos, como heranças e posses conjuntas, além da intimidade sexual. Já a Casa 11 suporta a vida pública da Casa 10 através do apoio de grupos e da comunidade, trazendo sorte, contatos e benefícios diversos.
O terceiro grupo é formado pelas casas cadentes, que antecedem as casas angulares e representam áreas de transição, aprendizado e finalização de ciclos, focando em adaptação, serviço, expansão e isolamento, sendo tradicionalmente consideradas casas com um menor impacto no mapa astrológico.
A Casa 3 estabelece o primeiro contato entre o eu e a comunidade através da aprendizagem, da troca de informações e da relação próxima com irmãos, primos, vizinhos e as experiências na escola primária. A Casa 6, por sua vez, aborda o serviço, doando a autoexpressão da Casa 5 à rotina diária através do trabalho, do cotidiano e do ajuste de hábitos. Por outro lado, a Casa 9 promove a expansão e o ensino, permitindo que o indivíduo adquira uma visão mais ampla da vida, seja por meio da filosofia, das crenças, das viagens ou da busca por conhecimento superior. Por fim, a Casa 12 rege a dissolução e a transcendência, preparando o encerramento do ciclo ao dissolver o ego no inconsciente, na espiritualidade ou no isolamento necessário para a evolução interior.
Toda essa tripla classificação é uma das chaves para interpretar uma carta natal, pois um mapa com ênfase em casas angulares sugere uma vida de muita iniciativa; a predominância em casas sucedentes indica foco em estabilidade e acumulação; e o destaque em casas cadentes aponta para uma existência dedicada ao estudo, à comunicação e à flexibilidade.



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