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Arcano 8: A Justiça

  • Foto do escritor: Fernanda Bienhachewski
    Fernanda Bienhachewski
  • 12 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de out. de 2025

O arcano número 8, A Justiça, é representado nos baralhos clássicos pela figura de uma mulher sentada em um trono, segurando uma espada na mão direita e uma balança na mão esquerda. Essa carta é o primeiro arcano cármico do Tarô e faz analogia a famosa "Lei do Retorno" ou "Lei da Causa e efeito" nos dizendo que: aqui se faz, aqui se paga.


Uma mulher (símbolo de reflexão) está sentada erguida com os olhos bem abertos, seu olhar denota paciência, atenção e precaução. Com uma balança (símbolo universal de justiça e equilíbrio) e uma espada (representando a palavra proferida, o poder de decisão), ela nos mostra que está prestes a dar uma sentença, ponderando antes de anunciar a resolução e o julgamento dos fatos.


Seu posicionamento e os seus artefatos nos mostram que a mulher está pronta para uma ação certeira e definitiva. Trata-se da representação de uma liderança jurídica, com poder de administração e gerenciamento. Sua postura ereta e séria sugere um estado de serenidade e imparcialidade absoluta, frieza, distanciamento e advertência.


Em uma leitura de Tarô, essa carta nos sugere que todas as ações e decisões devem ser avaliadas com cuidado, ponderando prós e contras para se chegar a um veredito justo, na Justiça é necessário saber julgar com sabedoria e executar o julgamento com determinação.


A figura da mulher personifica a própria ideia de justiça divina e cármica, esta sim, imparcial e justa, indo além da ideia de justiça proposta pelos homens. Ela está em seu trono, um símbolo de autoridade e poder, mas seu poder não é arbitrário; é fundamentado em princípios de equilíbrio e verdade. Os pilares atrás dela, reforçam a ideia de que a justiça, ou a "Lei do Retorno" é uma das colunas sobre as quais o Universo se sustenta.


A analogia do arcano se apresenta como uma advertência para que o equilíbrio e a harmonia sejam reestabelecidos, pedindo ao consulente calma, atenção, ponderação e reavaliação. Provavelmente uma nova ordem moral ou social está se formando, o que deve interferir na conduta do consulente. Essa carta nos relembra de honrar nossos compromissos e responsabilidades. Ela nos convida a sermos nossos próprios juízes, examinando nossas motivações, ações e as consequências delas. É um chamado para fazer um balanço de nossas vidas, corrigindo o que precisa ser corrigido e aceitando as responsabilidades por nossos atos.


A Justiça nos lembra que o karma é real e que o universo, de alguma forma, sempre nos devolve o que damos. Se agimos com integridade, colhemos integridade; se agimos com malícia, enfrentaremos as consequências.


Portanto, a simbologia e a analogia da Justiça no Tarô oferecem uma lição profunda e atemporal sobre a importância do equilíbrio, da responsabilidade e da verdade. Ela nos ensina que a justiça não é apenas um sistema de regras externas, mas uma força interna que exige de nós discernimento e integridade. Ao nos depararmos com esta carta, somos desafiados a refletir sobre a nossa própria moralidade e a forma como interagimos com o mundo. Ela é um lembrete de que, para alcançarmos a paz, a ordem e o equilíbrio, devemos primeiro ser justos conosco mesmos e com os outros.



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